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 A área médica da ONG Doutores da Amazônia, foi inaugurada no ano de 2017, após a percepção de sua necessidade pela diretoria da mesma. Conforme os princípios já incorporados pelos Drs da Amazônia, esta age pautada na solidariedade, na humanidade, na dignidade e na acessibilidade.

 O primeiro ano de atuação contou apenas com dois médicos, que hoje compõem a coordenação desta área,  Dr. Victor A. Maia e Dra. Ana Raquel Okusu. Somente com seus instrumentos pessoais de trabalho e a estrutura das UBS locais, ambos prestaram atendimentos individualizados com viés de Medicina de Família e visitas domiciliares para pacientes acamados, com dificuldades locomotivas ou em estado de saúde crítico. Além disso, foram realizadas consultas e pequenos procedimentos na vigência de situações de urgência, tanto à população local, como aos voluntários da expedição, expostos a pequenos acidentes. A parceria com a empresa TEB, possibilitou ainda elevar a complexidade dos atendimentos, por meio da realização de exames eletrocardiográficos, conforme a sua indicação, triada durante as consultas.

A partir de 2017 a organização ganhou mais profissionais, ampliando as áreas de atuação. A equipe até então era formada principalmente por profissionais odontológicos, cresceu com seus primeiros voluntários médicos generalistas. Já no ano seguinte foi somada à equipe uma ginecologista e obstetra. Em 2019 o time pode contar também com oftalmologistas.

Os atendimentos médicos têm como prioridade trabalhar a educação em saúde e prevenção. Através de parcerias tornou-se possível disponibilizar exames complementares de simples execução in loco, como coleta de colpocitologia oncótica, exames laboratoriais, ultrassonografia e testes oculares.

A população atendida é extremamente carente de acesso à especialidades médicas. Sendo assim, a cada missão realizada, as demandas de cada comunidade atendida são analisadas com o intuito de expandir a variedade de especialidades médicas oferecida pela ONG, de forma que as necessidades identificadas sejam atendidas. 

Acreditamos que através dos frutos das nossas conquistas acadêmico-profissionais, faz parte da nossa missão oferecer nossos serviços para comunidades menos favorecidas e vulneráveis, como forma de retribuição às oportunidades que nos foram dadas.

Ética, respeito, profissionalismo, comprometimento, sensibilidade sociocultural, promoção da inclusão e do desenvolvimento social,  fazem parte dos nossos valores e que são trabalhadas sempre com o cuidado de preservar a cultura, religião e características sociais das localidades atendidas.

                                               

Mesmo longe estaremos perto! É assim que a ONG Doutores da Amazônia, que já realizou mais de 20 mil procedimentos em aldeias indígenas, resume a parceria com a plataforma de telemedicina Mymedi, que propiciará atendimento online, com médicos de diversas especialidades, para os povos indígenas da Amazônia.

 

“Em razão da pandemia da COVID-19, nossas missões estão canceladas e os voluntários do projeto não podem se deslocar até as aldeias, deixando boa parte dos povos indígenas isolados e desassistidos”, explica o dentista Caio Machado, presidente e fundador da ONG, que oferece procedimentos odontológicos e médicos, inclusive com um hospital flutuante, que percorre as aldeias da Amazônia Legal com equipamentos de última geração, fornecidos por empresas médicas e odontológicas.

A saída encontrada para continuar a dar assistência, mesmo que à distância, foi a adoção da prática de consulta online. Para ajudar nesse desafio, a Mymedi disponibilizou o acesso gratuito à sua plataforma de telemedicina para todos os médicos voluntários que atuam nessa causa. Para um dos sócios da empresa, o médico Marcelo Santoni essa é uma obrigação da sociedade. “Entendemos que precisamos dar esta contribuição”, explica Santoni.

 

O médico ainda ressalva que a parceria não visa oferecer assistência de saúde às comunidades apenas no período da pandemia. “Essa é uma ação de longo prazo. É uma maneira de democratizar o acesso à saúde a qual todos tem direito”. Marcelo comenta que por meio da plataforma será possível oferecer um atendimento seguro e completo já que, havendo a necessidade de realizar uma análise mais detalhada de um determinado quadro, o médico pode compartilhar o prontuário online do paciente para ter uma segunda opinião e debater com seus colegas o melhor tratamento.

 

Já os pacientes, poderão receber pedidos de exames e prescrição de medicamentos de maneira remota, por meio de receituário digital. Além de disponibilizar a plataforma, tanto Marcelo como Paulo Lázaro, outro sócio da empresa e médico especializado em radioterapia, farão parte da equipe de especialistas que irão realizar os atendimentos aos indígenas de forma voluntária.

 

Segundo dados divulgados em 28 de junho, pelo Comitê Nacional pela Vida e Memória Indígena, a pandemia já havia atingido ao menos 114 povos indígenas. O Comitê, que é integrado por lideranças indígenas, anunciou ainda que o total de infectados pelo novo coronavírus nesses grupos era de 9.414 e o número de óbitos era de 380.

 

A médica obstetra e ginecologista Patrícia da Cunha Alarcão, coordenadora da área médica da ONG Doutores da Amazônia, conta que foi angustiante saber que não seria possível ir até as aldeias para prestar atendimento. “O risco de contágio é muito alto, os índios estão com medo da pandemia, mas precisam de atendimento e de orientações. Várias lideranças dos povos indígenas passaram a solicitar o atendimento remoto”, revela.

Tanto Caio Machado como Patrícia Alarcão mencionam a dificuldade de acesso à internet nas aldeias, mas pontuam que mesmo com essa dificuldade o atendimento ainda é possível em muitas regiões.

 

“Em muitas aldeias, para chegar até um hospital, leva-se até 20 horas de barco. Por isso, a consulta com um especialista, mesmo que por internet vai ajudar muito”, pontua Machado. E, isso por duas razões: a primeira é que, ao possibilitar o atendimento remoto evita-se colocar os povos indígenas em contato com o vírus, garantindo o isolamento social necessário. O segundo ponto é que pequenas enfermidades ou doenças crônicas podem ser acompanhadas com mais rapidez e maior conforto para os pacientes.

 

Para Patrícia, o melhor da plataforma é que não será somente um atendimento pontual. “A possibilidade de ter um prontuário digital, com todo o histórico do paciente e até mesmo a possibilidade de prescrição de remédios e exames, oferecem um atendimento mais completo, o que não poderia ocorrer por telefone, por exemplo”, complementa.

Doutores da Amazônia

Áreas

Gráficos de atendimentos;

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